28 maio, 2006

Miniaturas!


Adoro miniaturas. Passei parte da minha infância a modelar bonequinhos com uns ínfimos 15 milímetros de altura em plasticina, nas mais variadas actividades.. Esta semana não resisti e comprei esta miniatura do eléctrico 28 (meio de transporte favorito de turistas e pulgas) num posto de turismo ASK ME LISBOA, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos.
Dei €10,50 sem direito a qualquer desconto... algumas pancadas pagam-se caras!
(mas é tão bonitoooo!)
I love miniatures. I spent part of my childhood modeling tiny figures, 15 mm high, in children clay (plasticine?). This week i couldn't resist to buy this: Its the Lisbon's famous 28 tram (favorite among turists and fleas...). I bought it in a turist information spot, right in front of Mosteiro dos Jerónimos, in Belém. It costed 10,50 painful euros...

Curso de ilustração

A propósito da pós graduação em ilustração, quero deixar aqui a informação sobre um curso de ilustração ou BD que existe no ARCO (Centro de Arte & Comunicação Visual), sito na Rua de Santiago, 19, em Lisboa.
O curso em questão tem três níveis, cada um com a duração de um ano lectivo.
A inscrição num curso regular custa €150 (anual), e num curso nocturno custa €60. As propinas para os cursos de Ilustração e BD são de €2050 nos primeiros dois niveis, sendo que são mensalidades de 10 x €205 e €1200 no caso do terceiro nível, em mensalidades de 10 x €120.
Mais interessante que isso são talvez os workshops, em horário pós-laboral: ilustração infantil, animação em flash I, animação em flash II, livros de autor, argumento e ilustração digital. Têm a duração de dois meses.
E há ainda um curso teórico: a História da ilustração e da BD, também de dois meses, se não me engano.
As propinas destes cursos mais pequenos são também mais atraentes...:Argumento, ilustração infantil, ilustração digital e livros de autor ficam em €125 no total, em duas mensalidades de €62,50. História da Ilustração fica em €160 (2 x €80) e Flash I e II fica em €195 (2 x €97,50).
Os professores do curso regular (dos três níveis) são: André Letria, Daniel Lima, Domingos Isabelinho, Fernando Guerreiro, João Fazenda, João Paulo Cotrim, Jorge Nesbitt (Responsável), Jorge Silva, Marta Torrão, Nuno Saraiva, Pedro Burgos, Pedro Nora e Rui Rodrigues.

Pós-graduação em ilustração

Abriu o ano passado uma pós-graduação em ilustração no ISEC, Instituto Superior de Educação e Ciências. Fica na Alameda das Linhas de Torres, 179. 1750-142 Lisboa e os contactos telefónicos são: telef-21 754 13 10 e fax- 21 754 13 19.
Diz o folheto informativo que é de Setembro a Junho, mas isto foi no ano passado, e soube inclusivamente que teve um atraso por falta de alunos, por isso não sei como será este ano mas não deve andar longe destas datas...
Os destinatários são: (passo a citar) Bacharéis ou Licenciados nos cursos de: Design, Arquitectura, Artes Visuais, Fotografia, ou profissionais com outras formações desde que tenham curriculo na área. A pós-graduação em ilustração dirige-se a pessoas que desejem aperfeiçoar-se no processo de criação de imagem e de utilização do seu talento de uma forma flexível, de modo a desenvolver todo o potencial criativo.
Em relação aos módulos, soube por fonte segura que foram alterados, mas a titulo informativo vou deixar aqui os dados que tenho: Introdução à pós-graduação-4h, História da Ilustração-48h, Desenho-96h, ilustração-144 (este módulo será leccionado por vários profissionais convidados em regime de seminários e workshops), Multimédia-72h, Projecto Final-36h

Docentes: Os docentes são profissionais altamente qualificados com sólida experiência na área e no ensino. Alguns dos convidados para os seminários e workshops são: José Miguel Ribeiro, José Cândido, Pedro Leitão, Pedro Zamith, Scott Harrison, Carla Pott, Danuta Wojciechowska, Patrícia Proença, Cédric Gattion, Yvette Centeno, entre outros.

Horário: 2ª, 3ª e 4ª feira, das 18h00 às 22h00
Duração: 400 horas (11 meses)
Propinas e modalidades de pagamento: Candidatura: €135, matrícula: €200, propinas: 11 x 290 (20 alunos)
Percebem agora os tentáculos..?

27 maio, 2006

The Pea Girl

Esta é uma das minhas princesas da Ervilha (formato A4, lápis e aguarela sobre papel). É uma versão algo colorida, de entre as muitas que já tenho feito. Esta é inclusivamente pequenina, a minha média do número de colchões ronda os 30...
A escolha de cores para os colchões tem sido um problema porque nunca fico muito satisfeita com o resultado. Ou são demasiado coloridos, ou demasiado claros, ou uma salada russa de padrões... Não obstante a crítica das pessoas tem sido bastante favorável, pelo que pode ser apenas um caso de passar demasiado tempo a olhar para o desenho.
This is one of my Pea Princesses (pencil and watercolor on paper). This is a small version of the many i have done. Usually i draw about 30 mattresses!
I'm not so sure about these colors, they are always a problem when i'm painting, cause i never really get satisfied with the results. They are either too dark, or too light or just too confusing... Nevertheless people's critic has been very good, maybe it's me, i just spend too much time looking at it.

Trombones com nós: Como tudo começou...

A pedido do meu amigo L. aqui está o pequeno desenho que fiz uns bons meses depois da minha zanga com os trombones. Este é um promenor, do lado esquerdo da figurinha há uns quantos trombones já massacrados que eu optei tirar, por economia de espaço.

Für meine deutschen Freunde/ Freundinnen: Today i will try to start translating some of my posts, since i have friends who won't be able to understand my portuguese. This is a little drawing i made about the drawings on the previous post - the bended trombones. (The bended trombones is an illustration that was born in Karlsruhe, Germany, during my erasmus exhange).

23 maio, 2006

Trombones com nós


Quando há cerca de dois anos estive na Alemanha, em erasmus, tive uma pequena desilusão com um amigo alemão, que por acaso é trombonista. Nessa mesma noite, sob o efeito da neura, desenhei quatro trombones com nós, meti-os numa carta e enviei-lhos.
Ele percebeu a mensagem.
No dia seguinte já me tinha passado a zanga, mas gostei tanto de desenhar trombones torcidos que fiz mais 12!
Moral da estória: a neura pode ser boa inspiração.

Workshop de Ilustração

Contos de Nunca Acabar. Este é o nome do Workshop de Ilustração que vai decorrer no Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 27 Maio e 3 Junho.
O Folheto informativo diz assim: Nesta oficina percorremos a tradição oral do conto, através da história e da sociedade. Fala-se da importância de recuperar o conto como património universal de uma imaginação colectiva de culturas diferentes, fonte de conhecimento, de língua e de valores. Destaca-se a importância de chegar à tradição oral de contos de diferentes países para partilhar realidades culturais. Estas ideias são acompanhadas de exemplos práticos de contos distintos, contados por Raquel Mendéz.
Ao mesmo tempo fala-se da importância de chegar aos mais pequenos, ilustrações que recolham sensibilidades plásticas distintas, imagens artísticas que oferecem uma segunda leitura da narrativa, com a intenção de criar a sensibilidade para a imagem. É desta forma que nos aproximamos da história da ilustração e fazemos uma análise das diversas técnicas e estilos (colagem, acrílico, fotomontagem, escultura, ...), assim como da narração e das metáforas visuais presentes nos livros a partir de ilustrações concretas.
Apesar de estarem marcados dois dias, o workshop é de apenas um, que se repete duas vezes. O público alvo são professores, artistas, bibliotecários e curiosos... eu incluo-me no ultimo grupo.
É das 15h às 18h na sala D do Centro de Pedagogia e Animação e o preço são 15 euros, com um livro incluido!

20 maio, 2006

Às princesas que estão para vir

A minha entrada na ilustração deu-se com as Princesas da Ervilha. (Esta é a primeira que ponho aqui, e é das menos representativas, normalmente faço-as em cima duma cama, com muitos muitos colchões..! Hei-de cá pôr uma das outras).
Comecei com as Princesas numa altura em que tinha imensas insónias. As insónias foram-se, ficou só o gosto de desenhar.

19 maio, 2006

Na minha biblioteca...

Há uns anos comecei uma singela colecção de livros que têm em comum o facto de terem títulos estranhos, bizarros ou cómicos. Foi uma colecção começada por acaso, os livros foram surgindo porque eu pura e simplesmente não resistia a comprá-los, mesmo que não fossem de grande uso...
Este livro é uma das minhas pérolas. Chama-se How To Be Attractive, e só este título fez-me logo largar uma gargalhada na banca da feira onde o comprei (convém dizer que é um livro em segunda mão e bastante velho por sinal, mas muito bem conservado). Foi escrito em 1944 por uma senhora de seu nome Joan Bennett, americana.
Até aqui nada demais, mas o que é realmente delicioso neste livro é o seu contexto histórico. Foi escrito em 1944, no final da 2ª Guerra Mundial, numa altura em que havia uma enorme mobilização social para que as mulheres largassem os seus lares e ajudassem de forma activa nas fábricas e onde mais fosse preciso. A ideia subjacente, e da qual a autora é um exemplo, é que as mulheres continuavam a ser mães extremosas, esposas dedicadas, e agora cidadãs modelo, sem por isso deixarem de estar arranjadas e compostas. O livro combina as melhores dicas para estar arranjada com economia de tempo e cosméticos com frases que apelam ao patriotismo.
Alguns excertos dirão melhor que eu a que me refiro:
"If there's anyone in the house who thinks this is no time to be worrying over our looks, will he please remeber that the first part of a soldier's basic training teaches him to look his best (...) Certainly this is not a time for incessant primping or theatrical make-up. Uniforms and beady lashes don't mix. The assembly line doesn't stop for nose-powdering. This is a time a woman should study her face, decide on a simple, minimum make-up, learn to put it on quickly and lasting - and then forget the whole business for several hours." (página 22)
Delicioso.

Diário gráfico

Tenho uma espécie de diário gráfico que me acompanha para todo o lado. Digo espécie porque de facto não é um verdadeiro diário gráfico, acaba por servir para tudo, servir de diário pessoal, tomar notas, fazer listas de compras, suportar investigações para trabalhos, e mais importante de tudo: Como caderneta da minha colecção de autocolantes de fruta (mas sobre isso falarei noutro post...)
Estas são duas das páginas dele, mas são uma excepção, quem me dera enchê-lo com coisas deste género... São alguns esboços e notas para um trabalho de escultura que desenvolvo neste momento: O Gato de Cheshire, de Alice no País das Maravilhas.
Isto vem a propósito de uma exposição intitulada 22 VIAJANTES! Inaugura dia 22 de Maio, pelas 18h na La Moneda, na:
Rua da Moeda, 1-C
1200-275 Lisboa
Errata: No diário gráfico lê-se "Chershire Cat". Está errado. É CHESHIRE.

17 maio, 2006

Da chatice que foi estudar Estética...



Nunca gostei particularmente de filosofia, e foi com algum desagrado que me apercebi que teria de frequentar quatro dolorosos anos de Estética mais um de Sociologia da Arte quando entrei para Belas Artes...

Passados os cinco anos posso recordar com algum humor os momentos em que não me apeteceu nada estudar, como aquele que deu origem a este desenho, numa altura em que tinha de fazer um qualquer trabalho teórico sobre Heidegger! Na parte de trás do desenho escrevi: "Lately I have Heidegger on my back. He is such a pain in the ass...". Acho que o título surgiu desta expressão inglesa, já não me lembro bem.

Mais tarde desenvolvi uma teoria sobre o estudo de autores alemães, baseada nos meses que vivi na Alemanha, quando frequentei o programa Sócrates-Erasmus. A lingua alemã é espectacular, adorei aprendê-la e tenho muito orgulho no pouco que "arranho". Gramaticalmente tem a particularidade de se poderem juntar várias palavras numa só formando conceitos únicos que por vezes se tornam muito difíceis ou mesmo impossíveis de traduzir para português...

A minha inaptidão para estudar Filosofia é crónica, mas reconheço que poderia ir muito mais longe nesta área se a minha compreensão do alemão desse para ler os textos originais dos brilhantes pensadores germânicos.

Para a minha menina de dia 18 (parte 2)


Parabéns à menina Sónia, que foi a primeira pessoa que conheci na faculdade, e é uma fã incondicional de joaninhas!
Quanto às papoilas, tive o prazer de privar com delas nos cinco meses que vivi em Montemor o Novo. Das papoilas às joaninhas foi um pequeno salto... e o aniversário da Sónia um óptimo pretexto para pôr a ilustração do lado de cá da minha cabeça.
Pretextos destes precisam-se!

Para a minha menina de dia 18

Valha-me a inspiração do momento para safar as prendas mais baratas e originais..
Desde que conheci a Rita que a minha vida se encheu de saxofones dourados e prateados. Por outros amigos músicos, e pelos desenhos que fui fazendo para eles, pude constatar que os instrumentos de sopro são uma fonte de inspiração muito boa!
(Mas não vou negar que enquanto desenhava os Saxofones me passou pela cabeça: "Mas porque é que esta miúda não toca ferrinhos!" Dão trabalho a desenhar mas o resultado vale bem a pena!)

16 maio, 2006

Para começar: O meu pai

Sou mais criativa quando estou aborrecida. Ou melhor, quando há coisas que tenho mesmo que fazer mas não me apetece nada.. é nessas alturas que o meu cérebro foge para outras coisas. Foi assim que nasceu esta espécie de BD sobre o meu pai: a derradeira personagem.