11 setembro, 2011

Foi há 10 anos

Foi há 10 anos e eu ainda andava na faculdade e tinha estado todo o santo dia enfiada na cave a trabalhar sei lá eu no quê sem uma TV por perto, nem um rádio nem um computador... e quando cheguei a casa soube pelo meu pai que as torres tinham caído, e de tão alheada que andava dos Estados Unidos que já nem sabia bem o que era isso do World Trade Center.
E mais tarde, depois do choque todo, senti pena pelo arquitecto que desenhou as torres, e que viu cair assim um trabalho tão emblemático e provavelmente algo que ele esperava que durasse muitos e muitos anos...

Hoje passei o dia na Avenida da Liberdade, a vender as minhas ilustrações debaixo de belos plátanos e a receber visitas de amigos e clientes conhecidos e desconhecidos.
Obrigada a todos os que me visitaram neste fim e semana outonal e para o mês que vem - se não chover - lá estarei de novo!

08 setembro, 2011

Uma menina na floresta

Continuo a estudar maneiras de trabalhar melhor os meus fundos. Por enquanto faço citações de desenhos de artistas antigos e acrescento-lhes qualquer coisa minha.
A floresta da menina que podem ver em cima foi inspirada numa pequena ilustração a preto e branco que vi num livro da biografia de Luisa May Alcott*, livro que eu herdei da minha mãe e li quando era miuda, curiosamente numa fase em que li imensas biografias.

*Para quem não conhece, Luisa May Alcott foi uma escritora americana do século XIX e autora do clássico "As Mulherzinhas".

Os desenhos vão à feira

Este fim de semana vou-me estrear na Feira da Avenida da Liberdade! É uma feira relativamente recente e que tenho o prazer de partilhar com alguns colegas que também estavam na Feira da Estrela.
Se me quiserem/puderem visitar, estarei algures entre os artesãos, sábado dia 10 e domingo dia 11 entre as 10h e as 20h.

Levo algumas novidades de pins como sejam:
O novo pin para as futuras mamãs (anda por aí um babyboom impressionante!)
E dois pins anti-crise, pensados para levantar o moral deste nosso povo trabalhador!
Este fim de semana estão todos convidados, seja a pé, de bicicleta, de carro ou de transportes públicos (que se calhar é mais barato), venham dar um salto à Avenida da Liberdade para passear, comer um gelado e quiçá levar um desenho para casa!

Querido Pai Natal

Para o ano gostava de ter um mecenas que me pagasse isto.
Pode ser um futebolista, eu não me importo...

Ou então um bilhete do Euromilhões premiado!

Obrigada

Nota: Vão abrir as inscrições para a Pós Graduação em Livro Infantil pela Universidade Católica. Há que séculos que eu gostava de fazer isto... mas ironicamente ou não a vida de ilustrador não mo permite :(

06 setembro, 2011

Quadras fúnebres

Estava a limpar o meu desktop (que é sempre um work in progress) e esbarrei em duas fotos que queria publicar aqui e que nunca achei a ocasião certa. O tema é um pouco fúnebre, mas tem o seu quê de belo, e como eu gosto de visitar cemitérios seja quando fôr (para ver as esculturas) hoje achei que seria boa altura para contar esta história. Cá vai:

De vez em quando a minha vida leva-me a viver uns meses em Montemor-o-Novo, terra alentejana simpática e culturalmente bastante activa nas áreas da animação de volumes (onde normalmente vou trabalhar), cerâmica, arte e dança contemporâneas, entre outras.
Da ultima vez que lá estive poisada, há cerca de dois anos, resolvi num belo sábado de sol ir passear para o cemitério, que fica mesmo colado ao Convento de São Francisco e ao terminal rodoviário.
O cemitério é pequenito e muito branco. Aqui e ali havia uma ou outra viuva a cuidar de campas de familiares, a limpar e as lages e a colocar flores. O cemitério de resto tinha flores por todo o lado, coloridas e farfalhudas.
E todas de plástico.

Dei uma volta à procura de uma campa que me tinham falado que tinha um computador esculpido em pedra, porque pertencia a um rapaz que tinha morrido cedo e que gostava muito do seu computador. Não encontrei mas entretanto comecei a olhar para umas pequenas lajes com versos que estavam em cima das campas e não resisti a fotografar. Se clicarem na imagem de cima ela amplia e podem ler melhor.
São versos singelos e algo populares que tentam, rimando, fazer uma pequena homenagem à pessoa que ali está.
Depois de umas voltas e ter fotografado bastantes campas e suas lages, comecei a sentir alguma irritação da parte das viúvas que me olhavam fixamente, provavelmente questionando-se o que fazia ali aquela estranha à terra, a mexer e a fotografar as campas dos seus, de modo que tentando não atiçar mais a ira das senhoras de preto, comecei dirigir-me para a saída.

Descendo um caminho lateral e meio refundido, não pude deixar de reparar no fim que algumas destas lages têm, provavelmente quando já passaram muitos anos e as campas são vagadas para um novo inquilino, servindo então já em cacos para calcetar as ruas do cemitério... Um final também simbólico e bonito a meu ver.

05 setembro, 2011

O Amor dos outros

O amor dos outros é tão simples...
...tão complicado...
...tão impossível...
...e tão descabido quanto nos parece.
Mas é o amor.
E cada um sabe do seu, por isso há que respeita-lo.