27 fevereiro, 2011

XI Encontro de Diários Gráficos - Foi hoje!

Este domingo deu-se o 11º encontro de Diários Gráficos, promovido pelo blog dos Urban Sketchers Portugal! Estive num vai-não-vai para me inscrever e ainda bem que o fiz, porque o encontro estava marcado para o Museu Nacional de Arte Antiga e foi um dia mesmo bom!
Antes deste só tinha participado no 4º encontro (se não me engano) que foi feito no percurso de Cais do Sodré até Telheiras. E tinha gostado imenso, mas algumas impossibilidades geográficas e de disponibilidade tinham-me impedido de participar nos outros.

Esteve um sol maravilhoso toda a tarde - aliás à hora do encontro do pessoal, batia com tal força na entrada do museu que toda a gente se espalmava nas paredes e recantos de sombra para não esturricar de todo! Depois da chamada e já lá dentro as pessoas foram-se espalhando pelos andares e pelas exposições e por todo o museu se viam, em cada cantinho, pessoas sentadas no chão de caderno na mão.
Claro que sendo um dos ex-libris do museu não podia deixar de fazer um dos bicharocos de Hieronimus Bosch... Quis aliás fazer mais e em diferentes posições, mas tinha-me esquecido como pode ser cansativo estar de pé e imóvel enquanto se desenha... mal habituada, é como eu estou!
Na sala de trás encontrei um quadro que se prestava aos exercícios de alto contraste. Acho que deveria ter deixado a figura da esquerda a preto e branco.
Entretanto a fome e a vontade de ir para o jardim/café abortaram qualquer outra tentativa de desenho junto às obras de arte. Os bolos deixavam muito a desejar, mas nestas coisas conta sobretudo o convívio, a vista e o ambiente geral... e que bem se esteve naquele jardinzinho.
Lá mais para o final do dia as pessoas foram-se juntando na entrada e trocaram-se cadernos, técnicas e conselhos sobre materiais até o sol se pôr e começar a soprar um vento geladinho que, juntamente com o fecho do museu, mandou toda a gente para casa...
...mas não sem antes ter ficado a conhecer algumas pessoas que me ajudaram a pôr uma cara nos blogs que já visitava :) E é sempre giro quando isso acontece!
E este casalinho de pombos foi a ultima coisa que desenhei na fachada do museu.
Venham mais encontros!

21 fevereiro, 2011

O porquê das coisas

Será que nunca ninguém disse ao Paul Simon que ele tinha uma franjinha totó?
Ou se lhe disseram, será que ele nunca ligou?
Porque é que o Garfunkel aparecia sempre atrás, sendo ele tão mais bonito que o Paul?
Será que era porque o Simon era baixinho?
Provavelmente...

(Durante uns bons anos apanhei o eléctrico 28 para ir para a Faculdade de Belas Artes, e essa frequência permitia-me reconhecer os meus "vizinhos de transporte publico". Conhecia de vista as velhinhas, os doidos, as bailarinazinhas do Conservatório... enfim.
Várias vezes viajei com um senhor muito parecido com o Arthur Garfunkel, que eu olhava imensamente na fantasia de um dia encontrar num espaço tão ordinário como um 28 um Garfunkel assim, tão jovem e bonito e cheio de caracóis... independentemente do facto de ele na realidade ter idade para ser meu pai...

- Mas desde que uma amiga minha tinha visto o Gerard Depardieu num elevador dos Armazéns do Chiado que eu achava a minha fantasia perfeitamente plausível -

No entanto só nunca lhe falei porque não quis rebentar essa bela bola de sabão que era a minha fantasia (e porque seria ridiculo meter-me com um homem na base do "fazes-me lembrar fulano de tal".
Um dia no Pingo Doce, depois de muito nos termos cruzado entre as prateleiras das bolachas e do papel higiénico, encontrámo-nos na fila para pagar, atrás de mim, e os meus nervos foram tantos ou tão poucos que espalhei os meus trocos todos, corei e fugi.
Depois os anos passaram, acabou a Faculdade e nunca mais andei de 28.
E nunca mais o vi.)