24 março, 2009

Quem tem boca...

Porque Roma está aí pra ser visitada e escultora que é escultora tem de ir a Roma, amanhã voo para lá. Se puder vou dando noticias.
A presto!

22 março, 2009

Humpty Dumpty, versão technicolor

Em 2006 fiz uma figurinha de Humpty Dumpty em barro vermelho um bocadinho azarada porque explodiu durante a cozedura... Mantive os cacos mais ou menos juntos sem saber muito bem o que fazer ao pobre ovo até que este ano decidi cola-lo! Como tinha bastantes falhas tive de encher várias fissuras com betume e reconstruir o nariz, por isso a solução era arranjar uma pintura que disfarçasse a coisa. Primeiro ainda pensei em deixa-lo todo de branco, mas não resisti a dar-lhe outras cores com tintas acrílicas... 
Este foi o ponto em que ficou. Ainda espero melhorar o aspecto geral da coisa, sobretudo a roupa. A base também vai ficar diferente.

09 março, 2009

Paper dolls - parte III - uma nova musa

A imagem que vêm acima é de uma das minhas novas musas: Amy Earles
Tropecei um dia sem querer no trabalho dela enquanto pesquisava capuchinhos vermelhos na net e depois perdi-lhe o rasto... até que as bonecas de papel me levaram de novo a ela! Tem um trabalho lindo e variado, mas do que mais gosto é das figurinhas articuladas, porque sendo ilustrações, permitem que cada pessoa posicione a sua figura a seu gosto de modo a compôr um quadro diferente. E tem a vantagem (para ela sobretudo) de que não precisa vender os originais porque o que se vende são as impressões! Um ponto definitivamente a pensar para este blog...
Podem vê-la no seu site/blog, mas ela tem também um Flickr, um Etsy e um Livejournal.

08 março, 2009

paper dolls - parte II - Vestida para beijar

Cada vez mais me apetece fazer tudo num único material. O papel é prático, barato, fácil de manipular, cortar, colar e... guardar. Tem a desvantagem ou a vantagem de não durar pra sempre (o ambiente agradece, suponho eu).
Posto isto, aqui está a minha primeira princesa recortável, tirada da história do Príncipe Sapo. Uma miúda cheia de estilo!

Paper dolls - parte I

Ando ultimamente fascinada com bonecas de papel recortáveis! Lembro-me que brincava bastante com elas quando era pequena, tendo chegado mesmo a criar as minhas próprias... 
(De repente vem-me à cabeça que passamos a vida a recordar e a voltar às coisas que sempre gostámos quando éramos pequenos: o local das férias de verão, os livros que nos marcaram, os amigos de sempre... pelo que deve ser por isso que dizem que a infância é tão importante.. mas adiante)
Descobri há pouco tempo um artista especializado em moda e ilustrador infantil chamado Donald Hendricks que tem como paixão as bonecas de papel recortáveis. Escolhi mostrar estas três da sua autoria porque a Frida é deliciosa, a Alice é incontornável e a Sereia tem qualquer coisa de Vénus de Botticelli que adorei. É difícil eleger uma favorita, mas fui decididamente seduzida pelo facto de haver uma Roxane & Cyrano. Fiquei fã!
Bonecas deste género ainda se encontram e quem as faça também, mas o que achei de nota neste senhor, é que criou uma colecção que inclui não só figuras do imaginário infantil mas também da História mundial! Há a Marylin Monroe, a Jacqueline Kennedy e até a Hillary Clinton! (por acaso não as encontro na galeria, mas podem vê-las aqui)
Fiquei com vontade de desenhar uma, mas nisso falarei num próximo post.

28 fevereiro, 2009

Exposição Passeio de Domingo

A vida dá muitas voltas.
Em 2002, e arrastada pela minha amiga Cláudia, tirei um curso de animação de volumes dado pelo Nuno Beato na Citen (que agora se chama CIEAM). Entre aulas, festas de aniversário e outros convívios do género (e até porque o núcleo duro da animação de volumes em Portugal era e é relativamente pequeno) acabei por conhecer o Zé Miguel Ribeiro (realizador da Suspeita e um tipo extremamente acessível e cómico) que na altura andava a reunir equipa para uma nova produção...
A vida deu mais umas voltas e no verão de 2005 vi-me a trabalhar na equipa das marionetas do Passeio de Domingo, no torresmo que é Montemor-o-Novo naquela altura do ano! Foram 5 meses muito animados, entre moldes e araminhos e foi lá que aprendi quase tudo o que sei sobre marionetas para este género de filmes.
Claro que neste mundo nem tudo são rosas, os orçamentos são baixos, o tempo que se estipula para a construção é quase sempre curto demais e os materiais são caprichosos, pelo que não foram precisos muitos azares na parte das filmagens para que o filme só pudesse ser lançado 4 anos depois da construção... mas adiante.
Este ano fui surpreendida pela proposta do Zé e da Monstra para montar com a Cláudia uma exposição com as marionetas, adereços e cenários do filme no Museu da Marioneta!

Assim sendo é com prazer e sobretudo orgulho que deixo as coordenadas para poderem visitar a exposição:

Museu da marioneta - Convento das Bernardas
Rua da Esperança, 146   
1200-660 Lisboa
tel: 21 394 28 10

22 fevereiro, 2009

Mestre Lagoa Henriques (27/12/1923 - 21/2/2009)

Soube pelas notícias que morreu ontem o Mestre Lagoa Henriques. Como escultora que sou não quis deixar de pôr aqui uma palavra sobre isso...
O primeiro contacto que tive com ele foi no secundário, algures antes do 12º ano, quando uma professora de História da Arte resolveu (e bem) pô-lo a falar connosco sobre arte no geral e escultura no particular. Desse encontro não tenho presentes os pormenores da conversa, mas lembro-me bem do quanto gostei de o ouvir! Na altura estranhei o Mestre antes do nome. Parecia-me uma estranha reverência, mas ao mesmo tempo muito carinhosa por parte dos que a usavam.
Mais tarde, já em Belas Artes vi-o aqui e ali, e sobretudo nas conferências que por lá se davam e para as quais ele era convidado. Falava pelos cotovelos, com uma vivacidade e sentido de humor fantásticos! E tinha esse condão de nos fazer sentir artistas, ou melhor, dava à condição de artista uma aura qualquer que nos fazia querer acreditar que afinal tínhamos acertado no curso :) Ouvi-lo falar dava vontade de ser escultor!
E foi lá enfim que percebi que Mestre não era título. Era nome próprio.

A imagem foi retirada daqui.

15 fevereiro, 2009

Dia de passarinhos


Sexta feira 13, um dia lindo de sol e a proposta de ir ver passarada... como recusar? ("dia de passarinhos" significa num português mais correcto "observação de aves", ou num charmoso inglês birdwatching, que pralém de soar bem é poético como tudo!)

Acompanhada por um dos grandes especialistas da área, rumámos à margem sul pela Vasco da Gama, direcção Alcochete e por aí... Estavam prometidos flamingos em salinas! De dentro do carro, às vezes avançando a 10 km/h e munidos com binóculos com que olhávamos para tudo o que fosse bicho de penas, parecíamos gente um bocadinho doida.
Vi bichos lindos, e alguns algo raros...
...como o papa-ratos (que-afinal-não-come-ratos-coisa-nenhuma,-é-só-de-nome)
e ainda:


...mas o que eu queria mesmo mesmo era ter espremido um desses apetitosos (mas algo pálidos) flamingos..! ESPREMER ATÉ FAZER SUMO! 
Mas não deu.

10 fevereiro, 2009

Félix (17 Maio 1991 - 10 Fev. 2009)


Ele entrou para a nossa família quando eu tinha 10 anos. Era um gato assustadiço e algo medroso e vinha acompanhado de uma irmã totalmente preta com a qual infelizmente não pudemos ficar. Talvez por sentir saudades da mãe, embora já tivesse dentes e comesse bem, teimava em fuçar na barriga da irmã e mamava em qualquer tufinho de pelo... ao que a irmã, impossibilitada de ter leite para lhe dar, dava-lhe antes com as patas de trás no focinho. 

Depois cresceu, tornou-se num lindo gato tigrado e bem grande. Como não fazia tenções de marcar o território (o que muito surpreendeu muito bons veterinários) nunca foi castrado e esse facto fê-lo mais tarde pai de algumas ninhadas. Também se manteve sempre muito magrinho e elegante. Tinha mais algumas particularidades: era doido por sopa, oregãos e um tipo de biscoitos do Fundão. Fazia ronrom muito baixinho e queria sempre colo, pelo que lhe chamávamos o "sempre em cima".
Era um doce de bicho.. tirando o facto de gostar de miar alto e bom som a sua fome ás 6 da matina.
Depois da gata morrer ele pareceu ficar normal, mas de algum modo mais parado: já não tinha a pequena leoa bicolor a fazer-lhe emboscadas às esquinas.
Até que começou a emagrecer mais e mais... 
Os rins acusaram a falência em que já vinham caindo há cerca de duas semanas e esta manhã, depois de dois dias sem comer e pouco beber demos-lhe uma morte sossegada na marquesa da veterinária.
Estive sempre com ele. Era o meu gato.

28 janeiro, 2009

Apelo: em busca da Princesa perdida

Caros leitores:
Planeio fazer ainda este ano (se tudo correr bem) uma exposição individual com as minhas aguarelas dos contos de fadas, em Lisboa. Embora gostasse de fazer uma exposição só com inéditos, acho que não vou deixar de mostrar alguns dos trabalhos mais antigos...
Neste sentido estou a tentar localizar o máximo de aguarelas que conseguir, porque felizmente ou infelizmente vendi uma série delas nas feiras do Jardim da Estrela a muito simpáticos e totalmente incógnitos visitantes

As aguarelas que procuro são sobretudo:
- Princesas da Ervilha
- Capuchinhos Vermelhos
- quaisquer outros personagens de contos de fadas que tenha feito... mas os principais são os que escrevo acima.

Peço por isso que me escrevam para o email anaescultura (arroba) gmail (ponto) com
Obrigada

20 janeiro, 2009

Mais do mesmo


Estou definitivamente numa fase de capuchinhos vermelhos... seja lá o que fôr que isso queira dizer. 
(é que ando mesmo cheia de ideias novas!)