30 abril, 2012

Nippon!

Estes meses que passaram fiz um esforço para voltar a publicar na Zona! E eis que vai sair dentro de pouco tempo a Zona Nippon onde colaborei com uma ilustração e uma mini BD.
Para quem não conhece ou já está esquecido, a Zona é uma publicação independente que tem como principal objectivo publicar BD (e também ilustração) do pessoal amante destas artes. Para uma história mais completa por favor leiam aqui no blog do André.

Assim, quando o Fil (o dinamizador inicial de todo este projecto e meu ex-colega de ilustração cientifica) me falou da nova edição que seria toda baseada em temas nipónicos (manga e afins), fiquei entusiasmada! O desafio era fazer os desenhos todos a preto e branco e respeitar o formato tradicional dos livros de Manga, que são assim para o pequeno.

Embora o meu género não tenha nada a ver com Manga, como havia bastante liberdade para participar desde que o tema fosse relacionado com o Japão, resolvi fazer uma Geisha-Branca-de-Neve, que era um projecto que já tinha na manga há imenso tempo. 
Desta feita desenhei a menina que podem ver acima. Pesquisei sobre a idade que a Branca-de-Neve deveria ter nas histórias tradicionais (não, não é uma adolescente curvilínea como a Disney a fez...) e descobri que deveria ser uma menina de 7 anos. Numa pesquisa mais aprofundada descobri que no Japão há um evento especial chamado Shichi-Go-San destinado a meninas de sete e três anos e meninos de cinco. Bom... foi uma delícia procurar imagens! E tantas que havia! 
Para além disso quis fazer uma mini BD, também sobre a Branca de Neve. O estilo continua a não ser Manga mas tentei pelo menos fazer figurinhas do género daqueles penduricalhos que as japonesas gostam de pôr em todo o lado... telemóveis e assim. 
Se quiserem ler o resto desta história (é só mais uma página) apareçam no lançamento da Zona Nippon, no Anicomics, sábado dia 5 de maio na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras! Domingo dia 6 vou lá estar a dar autógrafos!
Deixo-vos uma versão colorida da minha Menina Geisha Branca de Neve. Que lindinha que ficava se a edição fosse a cores...

Um dia de retratos

Estava muito bem a navegar na net um destes dias quando resolvi dar um pulo ao site de divulgação da minha ex-faculdade, sitio onde gosto de ir acompanhando os concursos e bolsas que vão saindo.
Reparei num anucio que falava de retratistas e fiquei curiosa... Já não o consigo encontrar para colocar aqui, mas basicamente nele pediam-se voluntários para um projecto que envolvia a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e um Centro de Dia da mesma zona e que compreendia desenhar alguns dos utentes do Centro de Dia numa visita que iriam fazer à Casa Museu.
Fazer retrato é uma coisa que gostava de fazer com mais regularidade, e interessava-me desenhar pessoas de qualquer idade, por isso fiquei entusiasmada e respondi ao anuncio!
A dinamizadora deste evento foi uma jovem chamada Carla, licenciada em Animação Cultural e a fazer estágio neste peculiar museu.
A Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves é uma casa lindíssima junto ao Saldanha e à Maternidade Alfredo da Costa. Foi mandada construir pelo Pintor Malhoa, para sua morada e atelier e foi a primeira casa-de-artista de Lisboa, ganhando um prémio Valmor em 1905. 
É mesmo muito bonita, cheia de quartos pequeninos nos pisos inferiores (faz lembrar uma casa de bonecas!) e com um atelier e antiga biblioteca no piso superior, uma divisão larga e arejada e definitivamente inspiradora. Em 1932 a casa foi adquirida pelo Dr. Anastácio Gonçalves que tinha já a ideia de nela guardar a sua colecção de arte, loiças e móveis para após a sua morte fazer dela um Museu.

Relativamente ao evento que nos envolvia, o que estava programado era que os utentes do Centro de Dia fizessem uma visita mais direccionada ao tema do retrato e que no final, ao chegar ao piso superior (antigo atelier) tivessem uma surpresa: Cada um teria à sua disposição um retratista para o desenhar!
E assim foi.
Eu falei com um amigo (o António) que passa a vida a desenhar mini retratos de pessoas na rua e nos transportes e junta-mo-nos a mais quatro colegas que responderam ao anuncio.
Éramos 6 artistas para 6 modelos. Como a principio não havia utentes que chegassem para tanto retratista, acabámos também por desenhar outras pessoas que infelizmente não sei precisar se pertenciam à Casa Museu ou ao Centro de Dia, mas imagino que fosse ao primeiro. A sala por si só era maravilhosa, com uma grande janela, um pé-direito bem alto e um candeeiro de cristais!
Apresenta-mo-nos aos nossos modelos, senta-mo-nos confortáveis e começou. Tínhamos 3h para fazer um retrato cuidado.


A principio o meu modelo ainda não tinha chegado (porque houve alguns atrasos), por isso, para ir treinando a mão pus-me a desenhar o modelo da minha colega do lado (Dr. Santos e Silva) e fiz o pequeno perfil que se pode ver abaixo. O perfil da senhora (Dona Lurdes) que está mais abaixo foi feito já no final. Estes foram perfis pequeninos, feitos em folhas A5, mesmo só para descontrair.
O meu desenho mais completo foi feito à Dona Helena, que se aguentou estoicamente sossegadinha durante duas horas, mesmo quando havia conversa e risota lá atrás. Reconheço que estava enferrujada a nível de retrato, mas de modo geral fiquei feliz com a minha prestação. Quem me dera poder fazer isto todas as semanas...
No final alinhamos os desenhos para os poder fotografar (uma vez que não iriamos poder leva-los para casa para poder digitalizar). Houve lugar para mais alguns desenhos no final, por ter sobrado tempo. 
No final os nossos modelos posaram com os desenhos! Foi muito bom ficar a conhecer o trabalho destes colegas. Aqui ficam os intervenientes:

- Eu desenhei a Dona Helena (nº 1) e fiz os dois perfis pequeninhos de que falei mais acima.
- A Sílvia Marieta desenhou o Dr. Santos e Silva (nº 4), a Dona Conceição (nº 2) e no final e tudo a Carla (nº 7).
- O António Araújo desenhou o Sr. Pedro (nº 3) e antes disso tinha feito um retrato de corpo inteiro do Sr. Fernando (que aparece na foto de cima, um senhor sentado de óculos escuros).
- O Carlos Gaspar desenhou a Dona Lurdes, que ficou um espanto de retrato!
- O Nuno Theias desenhou a Dona Ondina.
- E finalmente o Nuno Baptista desenhou o Sr. Fernando (que é um desenho no qual me esqueci de colocar numero, mas está na foto acima no canto inferior esquerdo e tem um senhor de óculos escuros).

Foi uma bela tarde! Venham mais desafios destes :)
Nota: as fotografias da visão geral da sala são da Carla e as outras são minhas.

19 abril, 2012

Os desenhos saem à rua

No próximo domingo dia 22 de Abril vou estar na Feira de Artesanato do Sacramento, no Largo do Carmo, em Lisboa... E se tudo correr bem levo novidades Princess Pea comigo :)
Entre as 9h e as 18h lá estarei!

11 abril, 2012

Da melancolia

A crise dá melancolia.
Se calhar há quem lhe chame depressão, mas eu que até sou uma pessoa positiva (ou não fosse artista freelancer - ou se é positivo ou doido...) prefiro chamar-lhe melancolia.
E afinal também sou portuguesa, e estas coisas deprimentes ficam-nos bem...

Então estive a pensar em vários tipos de melancólico:
O melancólico fatalista - "Eu tenho queda para isto"
Para baixo é o caminho!

O melancólico nacionalista - "É o Tejo, é o Fado...Oh! (suspiro)"
A melancolia é um xaile que se põe de manhã e se esquece de tirar... Mas lá está... rima com a gente, é muito "tuga", assim como o chouriço assado e os tremoços com cerveja.
O melancólico resignado - "Se calhar sou mesmo assim, snif..."
Parecido com os dois melancólicos anteriores, mas com menos auto-estima. 

E lá fora os dias continuam iguais. Nem chove nem deixa de chover. Os clientes não pagam. A motivação não é a melhor, os projectos pessoais esperam por tempos mais abonados para comprar alguns materiais...etc.
Bof.

De bicho para bicho

Ultimamente fico vidrada a ver os programas do "Encantador de cães" (Dog whisperer) do Cesar Millan.
Não sei se estou insegura, se tanto me faz ou apenas com o espírito muito aberto, mas dou por mim a ver o que o senhor diz como se fossem grandes verdades a aplicar nas relações com os nossos pares, na educação das crianças e nas relações humanas em geral. Se não forem grandes verdades, pelo menos parecem-me boas ideias...

(Eu nunca tive um cão, mas tenho dois gatos, aos quais de resto já tentei aplicar a mesma psicologia mas sem ter bem bem os mesmos resultados... penso que a psicologia felina é bem diferente mesmo)

Ele faz sentido quando lê um cão e explica o que se esta a passar. E fa-lo de uma maneira que parece que é tudo muito simples e fácil de ler. Depois tem aquela conversa das energias que, sem parecer muito esotérico, nos faz querer acreditar naquela coisa meio Oprahriana de "pensar em coisas felizes e elas acontecem", como nos contos de fadas ou como quando éramos miúdos e a vida não tinha mais preocupações do que esperar pelas próximas férias grandes (e elas eram grandes mesmo!).

Acho que a coisa que gostei nele foi aquele "down to earth", a sensibilidade ou mesmo a simplicidade dele... e a calma que também vejo como característica minha (afinal temos ambos um signo de terra).

Acho que vou gostar de ter cães um dia!


09 abril, 2012

Páscoa Feliz

Mesmo um pouco atrasado não queria deixar de postar este desenho (feito por encomenda)
Espero que tenham tido uma Páscoa Feliz!

02 abril, 2012

Gripada

Na semana passada estive gripada.
Como já é recorrente ficar cheia de apitos nos pulmões, ao fim de uns três dias de muitas mucosidades repelentes e alguma febre, tentei arranjar um médico que me visse para me poder receitar alguma coisa.

Sendo nova na localidade onde moro, fui tentar a minha sorte no Centro de Saúde, que - imaginei eu - estando num sítio pequeno, deveria conseguir servir os seus utentes decentemente...
Qual quê.

Fiquei a saber que continuo a ser uma utente sem médico porque no Centro de Saúde da minha área de residência os que há não chegam pra tanta gente e foi-me sugerido ir a um outro Centro de Saúde, da terrinha mais próxima para ter uma consulta no horário de urgência, depois das 20h!

Coisa boa...
E lá fui eu, toda ranhosa e tossicante arrastar-me para o autocarro e depois pro centro de saúde onde fiz este desenho e onde a médica de serviço lá me auscultou e medicou, em modo velocidade tropedo.

Já quando vivia no centro de Lisboa era a mesma conversa, mas caramba, no meu antigo bairro a população era idosa na sua maioria e o Centro de Saúde era pequeno. Esperava mais dos subúrbios, onde há de facto mais espaço, mais verde e mais calma (se não contarmos com a estrada nacional).

E viva o Serviço Nacional de Saúde!