23 novembro, 2009

Encontro de desenhadores

Já há algum tempo que eu andava a seguir este Colectivo de Diários Gráficos, com um bocadinho de inveja por cada saída que faziam. Este colectivo nasceu, parece, do terceiro workshop sobre diários gráficos dados por Eduardo Salavisa e Possidónio Cachapa na Fac. de Belas Artes. E é um projecto bem simpático!
Quando comecei a seguir este blog e soube das saidas, ainda tentei ir ao III encontro para desenhar, na Avenida da Liberdade, mas por algum motivo que já não recordo não estive disponível nesse dia... E tive pena quando vi os resultados.
Eis senão quando soube do IV encontro e não quis falhar!! A proposta era encontrar-mo-nos todos no Cais do Sodré às 15h (e que grupo descomunal que era! Incluía famílias com crianças e tudo!)
Depois de alguns ajustes à ideia inicial acabou por se concordar em seguirmos todos juntos de metro até Telheiras, desenhando livremente durante a viagem, e chegados ao destino, sair e continuar a desenhar, pelo menos enquanto a luz permitisse. O meu primeiro desenho foi o que se pode ver em cima. Como não sou muito de arquitecturas nem desenhar espaços optei pelas pessoas.. A cor foi adicionada mais tarde.
Já em Telheiras, no exterior, espalhámo-nos pelo jardinzinho simpático que ali há e marcámos um limite de umas duas horas para desenhar sendo que no fim nos encontraríamos todos para mostrar os cadernos uns aos outros!
Como estou numa fase de árvores não resisti a uma Ginko biloba jovem e magrinha e a uma árvore-desconhecida, como podem ver acima. Aproveitei o facto de estar mais bem sentada e à vontade para colorir na hora (e constatar que a minha super caixinha de aguarelas não é assim tão jeitosa porque à força de ter tantas abas para abrir tem forçosamente de ser colocada num plano horizontal qualquer... isto de estar a desenhar com tudo ao colo é mentira!)
Por fim ainda tentei um desenho mais acabado, mas custa-me sempre ter de desenhar casas (quando as há) por trás das árvores. O limite das horas (marcadas e das de luz) fez-me deixar um plátano gigante e lindo de tão amarelo por terminar. Fica para uma próxima!

Cliquem nas imagens que elas aumentam um pouco.

17 novembro, 2009

As árvores também falam latim

Se há uma coisa boa que a ilustração cientifica me dá (entre muitas) é finalmente ficar a saber os nomes das árvores pelas quais sempre passei (virtudes e desgraças de ser uma miúda demasiado urbana e sem qualquer familiar com uma quinta... tenho sempre aquela nostalgia do campo). Outra coisa de que me orgulho é conseguir distinguir mais passarinhos para além das pombas, pardais e andorinhas em Lisboa! (mas isso dará um outro post...)
Andei a desenhar, algo livremente, algumas árvores de um jardim das redondezas e com as quais espero vir a fazer um projecto de ilustração cientifica decente.
Celtis australis, que dá pelo nome comum de Lodão Bastardo.
Taxodium mucronatum (cipreste do México). Cheira bem que se farta!
Ginkgo biloba, à qual chamam também nogueira do Japão. As árvores fêmea dão uns frutos que cheriam mal mas mal... assim a atirar pro vomitado. Fora isso é uma árvore linda! Há uma no Jardim da Estrela que fica magnifica quando as folhas ficam todas amarelas.
Tília. Não sei exactamente o nome cientifico mas é daquelas árvores que reconheço a quilómetros porque havia umas duas na minha escola primária e passei a minha infância a brincar com as flores e os "helicopteros" que ela dá.
E finalmente Metrosideros excelsa! Também chamada árvore de fogo (porque dá umas flores vermelhas cabeludas) ou árvore de ferro (porque é rija como tudo). É uma árvore que tem raízes aéreas, o que lhe dá um ar deliciosamente monstruoso!
Em breve haverá desenhos mais detalhados.

04 novembro, 2009

Os desenhos vão ao jardim

É já neste fim de semana de 7 e 8 de Novembro que se realiza mais uma feira da Crafts & Design no Jardim da Estrela, em Lisboa, e eu vou estar lá!

O horário é entre as 9h e as 18h. Diz-se que vai estar soalheiro! Apareçam!