30 julho, 2006

Regresso ao passado II

(continuação do post anterior) Na mesma tarde, na mesma pilha de desenhos encontrei alguns da minha gata (que é uma aquisição mais recente, em relação ao gato).
É uma rafeira preta e branca, o que é porreiro porque o gato é tigrado cinzento e castanho e assim, sendo um a cores e o outro não, dá para testar coisas diferentes no desenho!
Chama-se Chimfrim, mas eu chamo-lhe Gata. Aliás, ela nem liga muito ao nome...

Regresso ao passado I

Depois de passar a tarde a escavar caixotes antigos, descubro alguns estudos dos meus gatos. Desconfio que são de 2003.
O meu gato é tigrado, mas aqui não se nota...Chama-se Félix.

29 julho, 2006

Bater asas daqui para fora

Para aqueles dias em que o que me apetecia era bater asas daqui para fora.
For those days when i wish i could fly away from here

28 julho, 2006

André P. (1982 (?) - 2006)

Soube hoje por uma amiga que um nosso amigo de infância morreu há cerca de um mês no mar dos Açores. Não costumo pôr aqui fotografias, nem falar de outras coisas que não sejam ligadas à ilustração. Por ironia do destino acabo de descobrir que não tenho uma unica foto dele, apaguei-as porque sabia que o tinha por perto...
Fica um grande vazio.
hoje não há desenhos.

26 julho, 2006

Com vontade de desenhar

Hoje apanhei por sorte um folheto dos cursos de verão do AR.CO no Museu da Marioneta. Fiquei a saber que perdi um curso este mês de BD e ilustração, mas fiquei feliz por saber que ainda vou a tempo do de ilustração infantil!
Diz assim:
Dar a conhecer estratégias de representação e expressão relacionadas com o universo da literatura infantil.
Técnicas de ilustração infantil, desenvolvimento de trabalho prático através de exercícios que trabalham a relação da palavra com o universo da ilustração infantil.
18 a 28 Setembro 2006
2ª, 3ª, 4ª, 5ª feiras das 15h00 às 18h00
Professor André Letria
€215,00 - Rua de Santiago, 18

Playing Mummy

Tive esta ideia há muito muito tempo e na altura fi-la sem grandes resultados (no papel). Resolvi deixar para mais tarde e só agora resolvi apresentar esta versão a sépia (porque tenho andado a atrofiar com as outras cores).
O sépia é uma cor simpática mas fica mais dificil de perceber que é numa melancia que ela está a pegar.
O penteado da menina é inspirado no duma menina real, a menina da minha prima. Gosto tanto deste penteado que o adoptei para praticamente todas as minhas princesas, ihihi... A roupa também puxa um bocadinho à menina de carne e osso... um poço de inspiração portanto!

I want to believe in fairy tales: Reprise

Este desenho já não faz sentido, não depois de ter lido a estória do principe sapo: Afinal ela não queria nada com ele, o bicho é que insistia... Afinal ela não lhe deu um beijo, limitou-se a atirá-lo à parede (e chegou para ele se tornar principe (!). E esta?). Chego à conclusão que os meus sapos não são sapos, mas sim rãs (e ainda por cima até são giras).
No fim de contas serviu para exercício de aguarela. Preciso de continuar a treinar...

24 julho, 2006

Exposição de ilustradores em Leiria

Alguém extremamente simpático (e que eu julgo nem conhecer...) enviou-me hoje um email sobre uma exposição:
PRIMEIRO GRANDE ENCONTRO DE ILUSTRADORES
Caldini Queen School
na Livraria Arquivo (Leiria)
de 4 de Agosto a 7 de Setembro
E pronto, lá vou eu a Leiria :)
Os ilustradores são: Carlos Quitério, Francisco Vidal, Graça Santos, Gonçalo Pena, Nuno Costa, Nuno Valério, Sara Santos e Rosa Baptista
Horário: De segunda a sábado das 9h30 às 20h00 (Em Agosto);
das 9h30 às 23hoo (horário habitual),
e domingo das 14h30 ás 19h30
Morada: Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 53
2400-123 Leiria

23 julho, 2006

Parêntesis

Há pouco tempo, num casamento que por acaso tinha muitas criancinhas, pude ver uma cena engraçada: Uma menina, com os seus dez anos (sou muito má a avaliar as idades das crianças, mas não deve andar longe..) andava a passear a irmãzinha bebé com um ar muito competente.
Achei piada pela posição, porque de tão novinha que era a mais velha, tinha de pôr uma anca toda para fora para poder assentar a pequenina. Chegava a levantar a perna desse lado para projectar melhor o ilíaco. O corpo dela fazia um arco, parecia quase um parêntesis (

Osculando batráquios...

Ando obcecada com a estória do príncipe sapo. O mais ridículo é que nem sequer a conheço (vou investigar...)
Este desenhinho é bem pequeno, foi feito nas costas de um cartão de hotel, tem 6 cm por 4cm.

21 julho, 2006

Um urso de seu nome Edward Bear

Há cerca de uma semana atrás perdi-me por dois livros que encontrei na Buchholz numa linda encadernação com caixa de cartão e tudo: The Winnie-the-Pooh Collection Complete and Unabridged, de Alan Alexander Milne. Quem não conheça o livro original (traduzido para português como Joanica Puf) pensará provavelmente nos desenhos do Sr. Disney... Ora bem, as ilustrações originais pelo Senhor Ernest Shepard não têm nada aver com essas, são deliciosas e eu prefiro-as a quaisquer das do Disney. Foi por elas que comprei os livros.
São então dois livros: Um é o The Complete Winnie-the-Pooh e o segundo é um livro de poemas, originalmente de dois volumes que foram compilados num só: When We Were Young and Now We Are Six. Claro que dá primeira vez li os dois titulos seguidos e achei-lhe montes de piada porque, como já tive oportunidade de dizer num post anterior, tenho uma certa perdilecção por títulos bacocos, sobretudo quando não fazem muito sentido!
E esta conversa toda para dizer que neste livro de poesia encontrei algumas hilariantes! Vou só transcrever a última que fala dessa fantástica idade dos seis anos:
The End
When i was one,
I had just begun.
When i was two,
I was nearly new.
When i was three,
I was hardly me.
When i was four,
I was not much more.
When i was five,
I was just alive.
But now that i am six, i'm as clever as clever,
So i think i'll be six now for ever and ever.
Há uma outra dum menino que faz duma das cadeiras da sala o seu navio. E finalmente aqui vai o meu desenho: É que quando era pequenina costumava navegar num certo alguidar de roupa cor de laranja que, de tão resistente, ainda habita cá em casa!
.
Hoje uso-o para lavar a roupa à mão. Nunca mais lá tentei entrar.

18 julho, 2006

32 dias e nada

Há dias em que juro que o meu corpo anda a gozar comigo.
Às senhoras que lerem este post já terão decerto acontecido coisas deste género (menos às que dominam o corpo com comprimidinhos, claro está...) A ciência está por explicar porque é que é sempre naquela semana, aquela, a única disponível para ir à praia, aquela em que até se tem um casamento de família no tão fresquinho norte português, que o periodo resolve aparecer...
(e a partir de agora prometo que vou tentar deixar de fazer posts totós sobre mim.)

13 julho, 2006

11 julho, 2006

Apenas água

A noite passada sonhei que estava grávida, com uma barriga enorme. Como sei que na realidade isso seria impossível, no sonho sabia que a minha barriga continha apenas água.
No autocarro as pessoas davam-me o lugar, mas eu tentava explicar que não estava nada grávida, que era água. Às tantas desisti e passei o resto do sonho a pregar petas. E gostei. De tudo: da barriga, da água e das petas!

08 julho, 2006

Alice & flamingo






Durante a minha estadia de erasmus na Alemanha trabalhei sobre um projecto de escultura que consistia em 6 flamingos de tamanho natural (cerca de metro e meio de altura) em gesso. Durante o processo tive de lhes pegar muitas vezes, o que dava algum gozo, não porque fosse fácil porque eles ainda pesavam, mas porque gosto da imagem de uma menina a pegar em flamingos.

Em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, há uma altura em que Alice está a tentar jogar críquete usando um flamingo para "tacar" ouriços cacheiros. E não é uma tarefa nada fácil..

Há algum tempo quis fazer uma Alice para dar a um amigo e quando dei por mim estava a fazer muitas Alices. Estas são algumas delas. Não houve aqui qualquer intenção de tentar criar uma sequência, elas aliás acabam por ter caras levemente diferentes, mesmo tendo a roupa igual.

(A minha preferida é a primeira, em que ela fala com o flamingo)

During my erasmus exchange in Germany i worked in a sculpture project concerning 6 live size plaster flamingoes (about 1,50 m tall). I had to pick them up several times while working and that amused me, although it wasn't easy because they were quite heavy, i always liked girls with flamingoes.

In Alice in Wonderland, from Lewis Carrol, Alice has to play Criquet with a Flamingo, and thats not easy at all. Some time ago i did an Alice for a friend and suddently the Alices were popping out. These are some of them. They were not supposed to be in any kind of sequence.

(My favorite is the first one, where she is speaking to the flamingo)

Passei o dia inteiro em Sintra...

...e só desenhei uma hortência.
I spent the whole day in Sintra... and i have only drew an Hydrangea macrophylla (i don´t know the english name, so take the latin one!)

06 julho, 2006

Às Princesas

Este ocorreu-me há pouco tempo, a pensar naqueles amores que parecem mesmo impossíveis (e que às vezes são mesmo). Reparem como desta vez o bicho já não se debate.
Dedico-o à Princesa. Porque me apetece.

05 julho, 2006

Não fui aceite nos Jovens Criadores...*

* O conteúdo deste post encontra-se temporáriamente em suspenso devido a um erro de julgamento que me fez crer estar a ver os resultados do concurso Jovens Criadores deste ano, mas que na realidade se tratava dos resultados do ano passado... aguardemos então a decisão do estimado juri...

04 julho, 2006

Fazer 1000 coisas

Usei aparelho fixo nos dentes durante uns bons quatro anos, em cima e em baixo. Não recordo esse tempo com grandes saudades, mas tinha o seu quê de engraçado.. conseguia colar-lhe os ímanes do frigorífico e quando eu cantarolava em certas frequências todo o aparelho vibrava, dando-me uma sensação curiosa. Mas adiante.
O facto de ter usado aparelho deu-me o hábito de passar a vida a lavar os dentes. Faço-o praticamente sempre que como e por isso ando sempre com uma escova atrás. Já lavei os dentes em todo o tipo de lavatórios: nos ranhosos dos centros comerciais, nos impecáveis do ccb e da culturgest, nos retro da cinemateca... e nos horríveis lá da faculdade, incluindo os das sala de pintura, pejados de óleo e nos da sala de escultura, entre o barro e outras sujidades. Na boa.
Na escola posso dizer até com orgulho que desde que comecei a fazer isto que já há muito mais gente a aderir. Não sei se fui eu que lancei a moda, mas ainda bem que pegou.
Entretanto, de tanto lavar os dentes fora de portas, que me dá para estar sempre a fazer algo ao mesmo tempo. É-me agora quase impossível ficar em frente ao lavatório. É pôr a pasta na escova, a escova na boca e lá vou eu. Confesso que às vezes me atrapalho.. a pior que me aconteceu foi numa aula de desenho (abençoadas salas de Belas Artes: Há lavatórios em todo o lado!), com a agravante que eu estava de headphones nos ouvidos e escova na boca quando tocou o telemóvel.. imaginem o resto

"Já deste o teu coração a alguém?" ou "Porque hoje estou estupidamente piegas"

Gosto de bolsos. Tenho quase sempre bolsos. No rabo para o passe, à frente para as chaves, às vezes na barriga tipo marsupial, etc... Os que ficam no peito, do lado esquerdo, dão para brincar mais porque ficam mesmo em cima do coração.
Ontem à noite fiz este desenho e não pensava pô-lo aqui se hoje não me tivesse acontecido uma coisa que me fez pensar nele.
De manhã apanhei o comboio para Sintra. Como não sou passageira habitual comprei um bilhete.
Quando o Picas apareceu, eu instintivamente segurei o bilhete entre o indicador e o médio da mão direita (tal como a miúda do desenho, mas sem os olhinhos, claro) não porque estivesse a pensar no desenho, mas porque dou comigo muitas vezes a segurar os papelinhos assim...
Por momentos pensei no meu próprio gesto, revendo o desenho na cabeça enquanto o rapaz pegava no bilhete. Olhou para ele com um ar automático e *clic!* picou-o, devolvendo-mo em seguida.
- Raios, que simbólico!, pensei.
E como hoje estou piegas acrecentei: Pois... há pessoas que fazem o mesmo com o nosso coração.
Fim

02 julho, 2006

Splash!

Ultimamente ando a deitar por fora com o curso.
Nestas alturas sabe bem falar com amigos. Há pessoas que me esvaziam a cabeça. No bom sentido!

When i'm about to splash is good to talk with friends. They empty my head. In the good sense!

Making of Das coisas que (ainda) me dão gozo


Não resisti a colorir o desenho... Em baixo acrescentei a folha de experiências, que é a folhinha onde eu experimento a cor antes de passar para o definitivo.
I couldn't resist to add color to the drawing... below is what i might call my experience sheet of paper, wich is where i proof the brush before painting the final piece.

01 julho, 2006

Das coisas que (ainda) me dão gozo

Estive no Alentejo o dia todo. Perante a escolha de ficar ao ar livre, a desenhar debaixo de pinheiros mansos ou numa sala a ver a selecção, optei pela primeira escolha. Sem remorso.
Já o jogo ía a meio quando descobri baloiços. Andar de baloiço dá-me gozo, mas mais gozo dá quando os meus pés não tocam o chão! (O que já é difícil acontecer).
I spent the day in Alentejo. Between staying outside, drawing under the pine tree, or sitting inside the room, watching the game, i chose the first one. Without regret.
The game was on the second part when i found out the swing. Its even better when my feet dont touch the ground! (Wich is becoming difficult to happen).

abismo

Algumas pessoas são o meu abismo.
Não consigo esplicar bem, mas é esta sensação de fazer tudo por tudo por estar ao mesmo nível, e acabar por me faltar o chão. Eu bem me debruço devagarinho, mas quando dou por mim já vou em queda livre.
Some people are my abyss.
I can't really explain the feeling, its like doing my best to stay at the same level, and then loose the ground. I do lean over slowly, but before i know it, i'm free falling.