30 junho, 2006

É que hoje fiz um amigo...

Podes não conhecer o homem dos teus sonhos mas podes ter conhecido o gajo que te vai apresentar ao homem dos teus sonhos. (Conhecer pessoas é um investimento?)
You may not meet the man of your dreams but you can have met the guy how will introduce you to the man of your dreams. (Knowing people is an investment?)

26 junho, 2006

Ballerinas in feathers

Há algum tempo tive uma ideia enquanto assistia a um concerto de saxofones de uma amiga. Envolvia animais a tocarem instrumentos musicais, mas com mãos humanas, no caso dos que têm cascos. Foi um exercicio de antropomorfismo nada de especial porque já muita gente fez isto antes, como o grande John Tenniel na Alice no País das Maravilhas, ou mais recentemente artistas como Graça Morais e Paula Rego, se não me engano...
Algures no emaranhado de ideias veio-me à cabeça fazer algo em relação à dança, pegando no Lago dos Cisnes performado por cisnes bailarinas, de pernas e braços humanos. A ideia passou pouco além dum rabisco, e ficou à espera que eu tenha tempo para a passar a três dimensões porque quero ver isto em escultura primeiro.
Ontem fui ver outro amigo a tocar num grupo de música antiga e voltaram as ideias dos bichos... desta vez lembrei-me dos flamingos porque para além de lhes adorar a cor, acho que permitem uma boa transição da cor das penas para a da pele.
À espera de resolver isto melhor...
Some time ago i had an idea during a friends sax concert about animals playing music instruments with human hands. It was nothing new, for it has been done by the great John Tenniel (Alice in Wonderland) and more recently by other artists like Graça Morais and Paula Rego, if i'm not mistaken...
Somehow it came to me i could try to do something similar about the dance and i did a little sketch of swan ballerinas for the Swan Lake. I didnt wwent much further on that. I wanna do it tridimentional as soon as i get time.
Yesterday, while listening to another concert, these ideas came back to me and i drew these flamingos. I love their pink and they allow a good transition from the feather color to the skin.

23 junho, 2006

Love byte

Já alguma vez vos aconteceu ficarem tão felizes, mas tao felizes ao computador (por alguma coisa que leram, porque estão a falar com alguém... etc) que apeteceu abraçar o monitor? A mim já.
Fiz este desenho há uns dias por causa dum blog e queria tê-lo acabado decentemente, uma vez que me limitei a colorir o esboço, mas ficará para quando tiver mais tempo. Se não desenho as coisas logo, mesmo que mal, depois já não faz sentido.
Nota 1: O colorido está mauzito e o meu scaner comprado na Box não ajuda.. devia ter deixado só com a linha. Vou tentar fazer melhor num futuro próximo.. aguardem.
Nota 2: Eu sei, eu sei.. um computador é muito mais que o monitor, um computador é sobretudo a torre. Tudo o resto (monitor, teclado, rato...) são os adereços que nós, humanos, necessitamos para entrar na máquina.
Bem, mas o facto é que eu sou assim pro-romântica e, convenhamos, beijar uma torre não tem metade da piada de beijar o monitor, que é onde as coisas bonitas estão, certo?
Nota 3: Sim, o meu monitor é assim tão antigo e gigante. Não dá jeito nenhum a pegar. Na verdade eu queria desenhar a miúda a debruçar-se sobre a secretária e a beijar o monitor, mas não saiu.
Have you ever felt so happy in front of the computer that you wanted to embrace it? I have. This is the little drawing i made some days ago aftet reading a blog. I wanted to finish it properly (the drawing) but couldnt.
Note: The color is bad. I will try to do better later. I know the computer is far more than just the screen. but it wouldn't be romantic to kiss any other part, isn't it? The screen is where the pretty things are... and yes, my computer screen is that big, that old and that heavy...!

20 junho, 2006

My own private pea: O post que não está aqui a fazer nada

O meu estojo tem apenas o essencial para desenhar: Lápis Staedtler, lapiseira e canetas Rotring Desde que me pus a fazer princesas da ervilha que me acompanha este berlinde. Porque sim.
Está a ser um dia estúpido. Passei duas horas da minha manhã a ler Anaïs Nin na loja do cidadão dos restauradores, à espera de cessar actividade na Segurança Social. Escolhi o sítio menos erótico do mundo para ler Nin... no fim saí de lá com aquele estranho alívio de não estar a dever nada a ninguém, e a certeza que preciso de arranjar um emprego mas é...
Volto para a faculdade para confirmar que cada vez estou mais farta de escultura.
Hoje vou-me fazer útil para outro sítio qualquer, há dias em que não trabalhar é mais produtivo do que parece.
My pencil case has the essential i need to draw: Staedtler pencils, Rotring pens and a propelling pencil. Since i began to draw the Princess and the Pea that i bring with me this green marble. Because.

19 junho, 2006

(E ela corou) Parte dois

Passei imenso tempo a pensar no blog. Tanto tempo que nessa tarde, mesmo mergulhada na festa de anos da minha cunhada, continuava a desenhar versões (bem mais piegas digamos..) daquela sensação.
Às vezes desenhar acaba por ser assim, mesmo que não seja nada de especial torna-se obsessivo. Quando desenhei as primeiras Princesas da Ervilha andava com umas insónias desgraçadas (para mim a princesa tornou-se apenas mais uma miúda que não conseguia dormir).
Demorei-me bastante em cada colchão porque aquilo fazia sentido na altura, todas as risquinhas, pintas e cornucópias eram só uma das formas de expressar a embrulhada que ía cá por dentro. (Será que nos nossos rabiscos enrolamos mais quando estamos preocupados? Hei-de reparar...)
Costumava dizer que tenho tendência para desenhar as pessoas de quem gosto muito... mas também as de quem gosto muito pouco. Não posso atirar um piano de cauda para cima de todos os que me chateiam, mas posso desenhá-lo... ehehehe!
Já diz Vicente Ferrer, Quando alguém desenha ou pinta uma pessoa com uma saca de carvão sobre os ombros, não é muito consciente de que está a condenar essa figura a carregar com um peso terrível para toda a eternidade (...) Toda a eternidade do papel, que também não é assim tanto tempo.
Definitivamente, agrada-me...
Nota: excerto dum texto excelente de Vicente Ferrer sobre ilustação, retirado do livro Ilustração Portuguesa 2004, editado pela bedeteca de Lisboa e CML.

Exposição de Ilustração Científica



Tenho uns singelos desenhitos numa exposição de ilustração científica que vai inaugurar (se tudo correr bem...) esta quarta no Museu nacional de História natural, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, pelas 18h30.
O convite reza assim:

Esta exposição foi co-organizada pelo Museu Nacional de História Natural, e pelo CIEAIC-
Centro de Investigação e Estudos de Anatomia e Ilustração Científica (FBAUL), com o apoio
da AAAFBAUL e da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Nesta apresentam-se uma selecção dos trabalhos de alunos de formações diversas, resultantes de workshops e cursos em Ilustração científica orientados por Pedro Salgado nos últimos dois anos na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e no Instituto de Artes e Ofícios da UAL. Os trabalhos expostos incluem ilustrações nas suas versões finais, bem como uma variedade de exercícios de técnica, estudos preparatórios e cadernos de campo

18 junho, 2006

(E ela corou)

Hoje li um blog quase inteiro. Engoli-o assim duma assentada, mês atrás de mês. No fim não sei se me entrou para o estômago, se para o coração..
Logo eu, que raramente faço isto com livros quanto mais com blogs (que são brilhantes e queimam as pestanas e pior: estão à mercê das oscilações da corrente internética..)
Parei para fazer um desenho e porque na verdade não o quero ler assim de repente. É para saborear. O desenho foi a primeira coisa que me ocorreu: está sentada, a cabeça inclinada, com o cabelo para a frente e tem o coração numa mão e o estômago na outra (estômago? Como se desenha um estômago?? Nada disso. Entretanto apaguei o coração (é piegas..) e depois voltei a pô-lo (que se lixe)).

16 junho, 2006

Dores menstruais: Já teve as suas hoje?


Sou uma miúda de sorte. As dores-de-miúda comigo nunca passaram de uma irritante sensação de que me estão a tentar tirar os rins com uma colher de café. Por pior que isto soe, é aquilo que eu posso descrever duma dorzinha chata, do género nem-dança-nem-sai-da-pista, que não me larga no primeiro dia da menstruação.
Tenho sorte sim. Já vi amigas a empalidecer até ao vómito. Outras quase a desmaiar. A maior parte delas não passa sem as drogas da ocasião... (trifenes 200 e por aí).
Valeram-me uns quaisquer genes herdados de outras mulheres igualmente sortudas na família. A ver se também herdei o dom de não enjoar no principio da gravidez. A confirmar um dia destes...

15 junho, 2006

Estas senhoras de cor de rosa que nos rodeiam

Quem anda ou andou nas Belas Artes do Chiado, conhece decerto as senhoras de cor de rosa que se passeiam nos corredores da faculdade... Há-as espalhadas pelos vários pisos, mais ou menos com as mesmas ocupações e todas, mas todas, de cor de rosa.
É a elas que pedimos as folhas de requisição de espaços e materiais ou o favor supremo de nos abrirem a porta de uma sala de aula. É também a elas que fazemos aquelas perguntas fatídicas, que para nós podem significar a salvação do curso ou a condenação de ver as paredes do convento para toda a eternidade.. mas que para a mais comum das senhoras de cor de rosa devem significar apenas que somos todos muito doidos ou muito stressados ou ambos. Alguns exemplos destas perguntas: "O Professor Y está cá??? (preciso meeesmo de falar com ele!)", "Já sairam as pautas de Geometria???"
Mas eu gosto sobretudo das que usam as televisões requisitáveis no segundo piso para ver o Bom Dia Portugal de manhã, ou as que se reúnem ocasionalmente no primeiro piso para comprar, discutir e provar roupa interior com muita renda e muito folho e outras preciosidades do pronto a vestir que uma delas lá arranja maneira de levar num grande saco.
Das melhores saídas que já lhes apanhei, foi há uns anos a uma pequenina e despachada que chamava "bombom" a um certo professor de Estética, que de resto ainda exerce a docência na Faculdade... ou algo parecido com isso.
Enfim, não se deixem levar pelas batas cor de rosa e pelo chinelo de enfiar no dedo, nem mesmo pelo ar dengoso com que se movem, porque estas senhoras são duras de roer!
Este foi o desenhinho que me ocorreu há uns dias depois duma animada conversa com uma amiga de curso e de turma, na nossa cantina (que provavelmente também servirá de inspiração para muitos e bons desenhos num futuro próximo..)
A título de curiosidade: este desenho foi feito com uma caneta Rotring xonox graphic 0.1 que não debota depois de seca, e colorido com Ecoline cor de rosa nº 381, não diluido, que é muito semelhante ao tom das batas originais!
Sorry, its way to complicated to translate!

14 junho, 2006

Exposição de ilustração no Barreiro

Soube hoje que um dos meus autores predilectos tem uma exposição dos seus trabalhos no Barreiro! Está no Auditório Municipal Augusto Cabrita, e ficará lá até dia 31 Julho. O horário é de terça a domingo, das 17h ás 22h.
O texto de apresentação diz:
Bernard Jeunet não pinta nem desenha as suas ilustrações. As suas personagens são esculpidas em papel, a pose ensaiada sobre cenários, a composição ajustada com rigor, os elementos decorativos dispostos meticulosamente. Todo o mobiliário, todos os objectos, da minúscula caixa de lápis ao minúsculo caderno, a luz e as sombras, os reflexos da luz na água. Tudo é papel!
Mais informações em:

:(

...porque às vezes, sem dizer porquê, os feijõezinhos resolvem deixar de crescer...

(in english it doesn't make much sense, but it goes more or less like this: "...'cause sometimes, without even saying why, the little beans just decide to stop growing...")

11 junho, 2006

Mom to be: Behind the scenes...

Relativamente às ilustrações das matrioshkas, dêem uma espreitadela ao meu caderninho!

Relative to the matrioshkas illustration, take a peek at my little book!

A um amigo que se vai embora


Tenho um amigo que vai para a Argentina durante um ano, para um projecto de voluntariado! A pensar nisso fiz-lhe este cartãozinho.
I have a friend who is going to Argentina for a year, as a volunteer! I made this little card for him.
In the first card the caracters are saying: Goodbye! Have fun! See you! Have fun in Argentina! and stuff like that...
The second card says: Will he eat strange food? Will he learn to dance tango? Will he travel all over the place?

05 junho, 2006

Workshop de ilustração no Centro Cultural de Belém

No passado dia 3 de Junho fui a um pequeno workshop de três horas no Centro Cultural de Belém. Não era um workshop prático, como por momentos cheguei a pensar, mas antes uma mostra feita por uma editora de livros infantis galega que para além de falar do seu trabalho fazia uma achega à história da ilustração.. Muito interessante!
A Editora chama-se OQO e funciona a partir de Pontevedra, Galiza. Disponibilizei o link para o site deles ali ao lado.
Esta editora parte de uma ideia muito simpática de procurar publicar contos de diferentes países e culturas para dar às crianças um leque mais alargado de estórias (sendo que as mais tradicionais têm versões semelhantes de país para país...). Têm também o bom gosto de trabalhar com excelentes ilustradores, de técnicas bastante diferentes. Foi apresentado por duas senhoras, em galego (que é uma língua linda), sendo que uma delas era uma narradora de contos, se assim lhe posso chamar, que aparecia de vez em quando para nos ler/ contar/ mimar uma estória, como no tempo em que éramos todos putos e nos contavam estórias! Foi uma bela experiência!
Do workshop fiquei com algumas ideias curiosas. Falou-se por exemplo que o conto está ligado aos ritos ancestrais. Segundo esta teoria todas aquelas estórias das criancinhas que se perdem na floresta e que têm de se safar sozinhas, poderiam vir de um rito de passagem de iniciação das crianças no mundo dos caçadores (a passagem para a idade adulta). Não sei se esta teoria estará completamente correcta, mas gostei da associação de ideias... Ainda hoje há culturas em que os jovens rapazinhos têm de fazer uma prova de coragem antes de serem considerados homens.
No caso dos contos, a bruxa má ou o lobo mau seriam os refentes de perigo que as crianças teriam de conhecer, enfrentar e vencer.
Falando em bruxas e lobos.. porque é que há tantas estórias infantis de medo se as crianças são tão impressionaveis? Bem, as estórias infantis de terror têm a sua razão de ser porque permitem à criança projectar os seus medos numa coisa concreta para os poder superar.
(to be continued)

Mom to be


Fiz este desenhinho por lembrança (e em homenagem) às recentes grávidas da minha família, as minhas primas R. e R.!!
Não, não vos estou a chamar gordas com estas Matrioshkas... é só uma alusão às pessoas que têm outras pessoazinhas lá dentro...
This little drawing is an homage to the pregnant ladies in my family, my cousins R. e R.!